"A revolução será lúdica!"

Em meio a um mundo dominado por redes sociais dinâmicas e interativas, criar um blog parece absurdo. Mas quem o faz pode desfrutar de uma curiosa sensação de liberdade. Não há uma briga por espaço e atenção, não há likes, e a própria forma de apresentação do conteúdo (geralmente por texto) seleciona leitores que estão realmente interessados e por tanto dispostos a usar um tempo maior para apreciar o que você tem a dizer (ou são só seus professores mesmo e precisam ler para poder te avaliar). Porém, criar um blog não passa de um ato solitário de rebeldia; criar um blog não vai resolver o problema das redes sociais da atualidade, classificadas por José Cabral Filho como "armadilhas de captura social", que prendem os usuários numa coluna infinita de postagens e estimulam uma busca constante por curtidas que, em sua essência, não passam de números. "A revolução será lúdica!" Com essa exclamação, Cabral Filho aponta que a solução do problema requer um enfrentamento criativo da situação. Talvez nem um enfrentamento, mas um envolvimento com a situação, jogar com ela, reinventar a forma como usamos as redes para que nos libertemos de suas amarras e possamos dominar suas (úteis) ferramentas como se domina uma página de blog.